Uma ajuda, moça
São Paulo há muito tempo é polo de atração de pessoas do Brasil inteiro. Os motivos são inúmeros, mas os principais são os tratamentos de ponta na área da saúde e as ofertas de trabalho nas mais variadas categorias, principalmente para quem não possui ensino superior. Muita gente larga a qualidade de vida das cidades menores para viver nessa loucura que é essa metrópole.
Mas os problemas são muitos: desde os paulistanos que criticam, têm preconceito e submetem as pessoas de fora a situações constrangedoras, até o alto custo de vida que leva pessoas a viverem de forma precária. Aqui é cada um por si, Deus por todos. Ninguém parece se importar muito com o que você sente, muitos só oferecem ajuda mútua, não gratuita. Aqui, as pessoas se acostumam. O mendigo embaixo da ponte já é cena comum do cotidiano. Ambulâncias com suas sirenes já não incomodam os ouvidos.
Com tanta gente, cria-se um código de convivência: mantenha a direita na escada rolante do metrô, se triscar sem querer em um fio de cabelo de alguém desconhecido, peça desculpa; aguarde o trem seguinte para poder embarcar; cuidado com o vão entre o trem e a plataforma; os assentos preferenciais são reservados a idosos, gestantes, pessoas com criança de colo ou com deficiência.
Seria ótimo se as pessoas colocassem isso em prática e não vivessem em função do seu próprio umbigo. Por mais que se peça desculpa por um esbarrão, as pessoas parecem não fazer o máximo para evitá-lo. Assim acontece com todas as situações do cotidiano. O empurra-empurra na estação Paraíso em horário de pico para que as pessoas viajem como gado dentro de um vagão apertado, pessoas jovens em assentos preferenciais enquanto um idoso ou um obeso fica em pé no ônibus... o que importa é um indivíduo estar bem, e não a comunidade.
São Paulo ilude, nos faz achar que com toda a estrutura de concreto existente por aqui, há cidadania disponível a todos. A cidade é muito cara, onde um salário mínimo não dá para viver bem com uma família. Só vive bem quem tem dinheiro. Quem não tem, se arrebenta: exploração, a nova escravidão, esgota e limita as qualidades de quem precisa disso para viver; para ter dinheiro fácil, a cidade oferece caminhos perigosíssimos, como a prostituição, o trágico, a marginalidade. Para se manter digno é preciso mais caráter e força de vontade que qualquer outro lugar (por mais que esses problemas estejam pelo Brasil inteiro), pois as tentações para uma vida mais fácil são enormes.
Mais trabalho, mais saúde, mais educação, mais cultura sempre atrairão novos habitantes querendo a cidadania paulistana. Isso enquanto não melhorarem esses aspectos nos outros estados.
O aeroporto não fica na capital, e sim na cidade vizinha de Guarulhos. É a melhor escolha pra boa parte de quem está vindo. Primeiro, as passagens são mais baratas que Congonhas e a localização é bem melhor que Viracopos, que fica em Campinhas. Há maior quantidade de voos direcionados para lá. Ainda que pareça mais contramão que Congonhas, o aeroporto internacional de Guarulhos não oferece dificuldades para chegar à capital: há os serviços de Airport Service, o mais escolhido, pois há um ônibus que vai até a estação de metrô Tatuapé por apenas R$ 4,05, sendo assim a opção mais barata e eficiente, além do serviço premium, o mesmo que falamos acima na parte de Congonhas, por R$ 33,00. Você pega o ônibus na saída de desembarque da asa 1. Há também o serviço de translado Cumbica - Congonhas oferecido pelas empresas TAM e GOL, que levam passageiros de um aeroporto a outro totalmente de graça, só precisando apresentar o bilhete do voo. Esse serviço é indicado se você tiver muita mala e precisar pegar um táxi e não um transporte público, evitando assim pegar táxi em Guarulhos, que custa por volta de R$ 80,00. Em Congonhas, o táxi para a maior parte da cidade sai por volta de R$ 50,00.Que perguntas querem que eu responda aqui? Mandem para teresaraquelb@gmail.com
